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Humanos com QI 1000 e animais com a nossa inteligência? Estudos tentam mostrar que tudo isso é possível pela engenharia genética

Se o ser humano reina no mundo e é a espécie que dispõe (para o bem e para o mal), desde muitos séculos, dos meios de sobrevivência do planeta, é porque nem a força, nem a velocidade, nem o tipo de alimentação são tão importantes quanto a inteligência. É por esse motivo que os cientistas que tentam criar ferramentas importantes para o futuro estão envolvidos precisamente no desenvolvimento da inteligência – apesar de algumas ideias poderem se sobrepor e, até mesmo, se chocarem.

Uma formação perfeita das moléculas do DNA poderá criar indivíduos com inteligência qualitativamente mais alta que todas que já existiram no mundo. Ou seja, um QI em torno de 1.000-Stephen Hsu
Esse é o caso de dois estudos recentes: um deles, publicado pela revista Nautilus, aponta para a melhora da capacidade cognitiva dos seres humanos através da engenharia genética; outro, do Instituto tecnológico de Massachussets (MIT) propõe a transferência da inteligência humana para os animais. E embora essas pesquisas não estejam se defrontando, acabam por projetar um cenário futuro em que Super Humanos terão que duelar com Super Animais dotados daquilo que acreditamos ser próprio de nossa espécie: a fala e a inteligência.

O pesquisador Stephen Hsu afirma que “uma formação perfeita das moléculas do DNA poderá criar indivíduos com inteligência qualitativamente mais alta que todas que já existiram no mundo. Ou seja, um QI em torno de 1.000”. Embora ele reconheça que a superinteligência seja possível em um futuro distante, Hsu adverte que já podemos obter dados referentes aos genomas humanos e fenótipos para aumentar as informações conhecidas sobre o código genético e prever as capacidades cognitivas – o que poderia ser aplicado à seleção de embriões.

Do outro lado, a equipe do MIT conseguiu modificar um rato geneticamente para produzir o gene FOXP2, ligado à capacidade do cérebro humano de aprender e falar. Os experimentos mostraram que os ratos que produziram o gene completaram testes padrão muito mais rápido que os roedores sem modificações genéticas. Outro estudo, realizado com macacos-rhesus, mostrou como os primatas melhoravam seu desempenho em testes de inteligência ao receber implantes neuronais. Apesar de muitos cientistas serem críticos e céticos a respeito dessa possibilidade, alguns já estão trabalhando no desenvolvimento de um futuro fabuloso: um mundo em que os animais pensam e falam, como nas antigas fábulas.

Fonte e imagens: Nautilus e BBC