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Universidade de Oxford cria óculos inteligente para auxiliar deficientes visuais

Quando parecia que nada poderia mudar a história dos óculos e sua forma de corrigir as deficiências visuais e quando os problemas para enxergar, justamente em um mundo cada vez mais populoso e dependente de imagens, pareciam estar fora da pauta tecnológica, surgem, nesse campo, duas invenções surpreendentes.

A Universidade de Oxford e o Real Instituto Nacional de Cegos (RNIB) do Reino Unido criaram óculos inteligentes, que permitirão a pessoas com visão deficiente enxergar rostos e obstáculos com maior clareza. As lentes, que poderão mudar a vida de muitas pessoas, possuem uma câmera acoplada na armação. Trata-se de uma unidade de processamento de vídeo muito pequena com um software que projeta imagens nas telas dos óculos. Desse modo, os usuários se sentem mais próximos dos objetos ao seu redor, realizando um perfil dos ambientes e das pessoas em volta. De acordo com a instituição, o produto, que recebeu uma bolsa para projeto do Google, no valor de mais de 600 mil euros, pode estar à venda já em 2016.

Outra invenção recente foi desenvolvida por pesquisadores do MIT e da Universidade da Califórnia. Eles elaboraram uma tela que corrige automaticamente os defeitos da visão, dispensando de vez o uso das lentes. Com essa técnica, poderão ser desenvolvidas telas de GPS para condutores com hipermetropia e dispositivos eletrônicos personalizados de leitura. A ideia, segundo seus criadores, é baseada em uma simples mudança de foco: em vez de os óculos ficarem sobre o nariz dos usuários, eles se localizam na tela.

É possível que essas novas tecnologias não resolvam todos os problemas oculares, mas, certamente, melhorarão a relação visual das pessoas com o mundo digital.

Assista ao vídeo

Fontes e imagens: RNIB e MIT